Em Portugal, são vários os criadores de gado que estão muito preocupados com a falta de chuva. Por exemplo, na região de Nisa, o porco alentejano consome uma ração que tem um alto consumo de água e o restante da sua alimentação também depende muito do que o campo fornece. Em média, os criadores deste animal podem usar cerca de 20 mil litros de água por dia.
Mais a sul, no Algarve, a falta de humidade nos solos dificulta a existência de uma pastagem em condições para o gado. De acordo com os dados oficiais, 40% daquele território está em situação de seca severa e, por isso, torna-se necessário recorrer a reservas de água para alimentar os animais.
No geral, no país, a vegetação espontânea e semeada é muito menor do que o habitual nesta época do ano e os cereais apareceram muito antes do tempo ou nem se desenvolvem.
Por sua vez, a utilização de água dos aquíferos ou barragens não é fácil, uma vez que esses reservatórios apresentam níveis de água muito abaixo do expectável.