CEIC NOTÍCIAS

Jornal do Colégio Externato Imaculada Conceição

Edição n.º 5

abril 2022

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Saber mais sobre o Compasso Pascal

O Compasso Pascal é, naturalmente, uma tradição cristã.
Constitui-se como um pequeno grupo de paroquianos ou mordomos, com ou sem o seu pároco, liderados por um crucifixo que representa a presença de Jesus vivo, ressuscitado. Percorre várias casas de outros paroquianos que manifestem a sua vontade de receber a visita de Jesus Ressuscitado, no Domingo de Páscoa.
Em cada uma das casas, após uma bênção inicial, os habitantes beijam a cruz de Cristo como demonstração de adoração. (este ano, ainda devido à pandemia, este ato está suspenso)
A esta tradição associaram-se, ao longo do tempo, diferentes formas de receber a visita, por exemplo, com a oferta de alimentos típicos da época ou apenas uns minutos de repouso para o grupo.
No dia 17 de abril, estejam atentos ao som do sino, na vossa rua, sinal de que o Compasso está a passar e pode ser por vós recebido.

Desde quando é mentira…

Há várias explicações para a origem do Dia das Mentiras, contudo a mais conhecida provém do século XVI, em França, após a mudança do calendário. Até então utilizava-se, na Europa, o calendário juliano que iniciava o ano de acordo com o equinócio da Primavera, ou seja, entre os dias 20 e 21 de março. Essa data era arrastada até ao dia 1 de abril, oficializando-se aí o começo do ano.
Em 1564, depois da substituição para o calendário gregoriano, o rei francês determinou que o ano novo seria comemorado a 1 de janeiro. Mas, alguns franceses que não concordaram com a mudança, decidiram continuar a seguir o calendário antigo e comemorar a passagem de ano no mesmo dia 1 de abril.
As pessoas mais divertidas e que não percebiam a teimosia passaram a oferecer presentes estranhos no dia 1 de abril e a anunciar festas comemorativas que, afinal, eram mentira. A partir daí, tudo o que é dito naquele primeiro dia do mês quatro deixa toda a gente desconfiada…

De olhos vermelhos e pêlo branquinho…

A tradição do coelho que entrega ovos de chocolate, na Páscoa, foi levada da Alemanha para os Estados Unidos, por volta do século XVIII.
O coelho da Páscoa é uma criatura mística, que não existe realmente, mas que faz da parte das estórias que se contam.
No Antigo Egito, o coelho era símbolo do nascimento e da nova vida, o que, de alguma forma, se pode ligar à ressurreição de Cristo. Já alguns povos da Antiguidade Clássica olhavam para aquele animal como símbolo da Lua, que determina a data da Páscoa.
Sabe-se, ainda, de uma outra lenda que diz que uma senhora muito pobre, para alegrar os seus filhos pela altura da Páscoa, pintou uns ovos de galinha e escondeu-os para os mais pequenos os descobrirem. Quando as crianças encontraram os ovos, um coelho passou a correr e, por isso, começou a circular a ideia de que tinha sido o coelho, e não a mãe, a deixar ali os ovos como presente.
Será que algum dia se saberá toda a verdade sobre este assunto? Até lá, vamos à caça dos ovos… de chocolate!

Onde está o meu ovo da Páscoa?

Foi no século XVIII que os pasteleiros franceses, por altura da Páscoa, decidiram fabricar ovos de chocolate e colocar doces no seu interior.
A partir dos ovos de galinha, habituais, retiravam a gema e a clara e aproveitavam a casca para dar o formato certo ao doce. Os ovos de chocolate eram envolvidos em papéis coloridos, pintados de forma criativa.
A certa altura, os pais começaram a optar por uma brincadeira nesta época do ano: esconder os ovos de chocolate pela casa ou pelo jardim para os mais novos descobrirem o seu doce presente.

O que é a Quaresma?

A Quaresma é um período de tempo de preparação para o principal acontecimento cristão, a Páscoa. Os três principais conceitos que lhe estão associados são Caridade, Oração e Jejum.
Nesse período, as pessoas costumam ser mais caridosas, rezar mais e fazer jejum de comida que gostam ou privar-se de algo importante na sua vida.
Como iniciação deste período, ocorre a Missa das Cinzas, na quarta-feira.
Uma das melhores palavras para relacionar com a Páscoa é ressurreição.

O que é a Páscoa?

Da palavra hebraica “pesah”, significa passagem: para os povos antigos, a passagem do Inverno para a Primavera; para do povo hebreu, a passagem de um longo período de escravidão no Egito para uma vida livre; para os cristãos, a passagem de Jesus da morte para a vida, trazendo a salvação para todos os que creem Nele.
Tem um sentido de libertação e de esperança, sendo a comemoração da ressurreição de Jesus Cristo.
Jesus Cristo foi capturado e, segundo os Evangelhos, foi Judas Iscariotes, um dos seus doze discípulos, que o entregou em troca de trinta moedas de prata. Ao ser crucificado, sacrificou-se pelos Homens e pagou o preço dos pecados de todos, permitindo, a partir desse momento, uma relação mais honesta e profunda entre os Homens e Deus.
As comemorações da Páscoa começam na Sexta-Feira Santa, que assinala o dia da crucificação de Jesus, e terminam no Domingo de Páscoa, data que celebra a sua ressurreição, três dias após a sua morte, bem como a primeira aparição aos seus discípulos.