CEIC NOTÍCIAS

Jornal do Colégio Externato Imaculada Conceição

Edição n.º 5

abril 2022

É património!

Portugal tem, atualmente, vários exemplares da cultura do país reconhecidos pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade.
Dois dos principais objetivos associados a este reconhecimento, que pode ser atribuído a tradições de qualquer país do mundo, são: garantir a proteção do património imaterial e dar a conhecer essa herança cultural de grande valor.
Em Portugal, entre outros, são já considerados Património Imaterial da Humanidade: o Fado, o Canto Polifónico do Alentejo, a Louça Preta de Bisalhães, a Falcoaria e o Carnaval de Podence.
Em relação àquele último, é em Macedo de Cavaleiros que a população se mascara de Caretos de Podence. Veste, por isso, um traje próprio, dos diabos transmontanos, feito de colchas vermelhas, decoradas com franjas de lã colorida, e usam máscaras angulares de folha de zinco.

O que é?

No Colégio, ligamo-nos bem mais ao Natal e à Páscoa, festas da família, da fé e da união. Mas faz parte da tradição popular portuguesa, por isso, decidimos descobrir, apenas, as informações mais interessantes.

O Carnaval é uma festa popular que ocorre, em diversos países, antes do início da Quaresma. Fazem-se festas, bailes e desfiles, que apresentam características diferentes de país para país.
Com o passar do tempo, optou-se por aproximar aquelas celebrações à realidade cristã já presente em muitos lugares do mundo. Por isso, e em parte, passaram a fazer parte do ano litúrgico.
As datas eclesiásticas, com exceção do Natal, calculam-se em relação à Páscoa. Assim, o Domingo de Páscoa ocorre no primeiro domingo após a primeira lua cheia a partir do equinócio da primavera (no hemisfério norte, onde se localiza Portugal) ou do equinócio do outono (no hemisfério sul). A Sexta-feira Santa antecede o Domingo de Páscoa e, por sua vez, a Terça-feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa.

Lá e cá, tradições

Dia do banho gelado no Ano Novo: a passagem de ano, no hemisfério sul, acontece no verão e, aí, as pessoas adoram saltar as ondas para terem sorte. No hemisfério norte também acontece algo semelhante: na Holanda, por exemplo, as pessoas aproveitam o dia 1 de janeiro para comemorar nas águas frias do mar.
Dia(s) dos Cabeçudos: em Portugal (Torres Vedras), o Carnaval conta com os cabeçudos, bonecos de grandes dimensões, originalmente em pasta de papel, que desfilam pela cidade ao som de um específico acompanhamento musical.
Dia da troca de livros de Natal: na Islândia, as famílias reúnem-se nas festividades de dezembro para trocarem livros e começarem a lê-los ao lado da árvore de Natal com um bom chocolate quente.

Festa, cor e alegria

Em Nice, França, o chamado Mardi Gras inclui a famosa Batalha das Flores, durante a qual personagens em carros decorados atiram flores ao público.
Em Londres, no Reino Unido, celebra-se The Notting Hill Carnival, no famoso bairro de Notting Hill. As ruas ficam cheias de decorações, palcos improvisados e pessoas a festejar.
Na Coreia do Sul celebra-se The Lotus Lantern Festival. Os povos locais vestem a roupa tradicional e usam lanternas para se iluminarem.
Na Austrália, o Festival Multicultural de Camberra conjuga comida, exposições, espetáculos e danças tradicionais aborígenes.

Antigamente, em Portugal

Muitas das práticas festivas que hoje existem no nosso país têm uma história mais antiga do que se possa pensar. Conhecer essa história é conhecer o património e a cultura de Portugal.

A Igreja Católica, provavelmente no século XI, começou a incluir o Carnaval nas celebrações da Semana Santa, associada à Páscoa.
Já nessa época, nos três dias que antecediam um período de privação e penitência, a Quaresma, a população reunia-se para valorizar costumes e tradições locais, organizando festas que decorriam nos ‘dias gordos’, sobretudo na terça-feira.
O povo comia e bebia, trocava presentes e aproveitava para se divertir um pouco, pois o trabalho era sempre muito.
No Renascimento, apareceram, por cá, os bailes de máscaras e as fantasias, influenciados particularmente pela tradição italiana.
Uma prática que se foi mantendo até aos dias e hoje…

Com ou sem máscara?

Lamego, Portugal: aí desfilam as famosas máscaras de Lazarim, esculpidas em madeira e, depois, pintadas ou deixadas na cor original. Todos os anos, um concurso de máscaras premeia os artesãos locais.
Japão: Kitsune significa “raposa”, símbolo de inteligência e sabedoria. São, para os japoneses, animais com poderes mágicos, sagrados ou amaldiçoados. A partir do século IV d.C., a convivência entre as raposas e os humanos, no arquipélago, era habitual, o que pode explicar a inclusão da máscara kitsune no folclore japonês.
Veneza, Itália: aí são habituais as máscaras nobres do século XVIII (maschera nobile), ou seja, caretas (máscaras de cara) brancas às quais se juntam a roupa de seda negra e o chapéu de três pontas. Hoje, os trajes podem ter outras cores e as máscaras, além de brancas, são prateadas ou douradas.