CEIC NOTÍCIAS

Jornal do Colégio Externato Imaculada Conceição

Edição n.º 6

abril 2021

…Hugo Gonçalves e João Paulo Cunha (professores da área das Artes)

São nossos professores e decidiram divulgar os trabalhos que fazemos num site novo. Temos perguntas para lhes fazer!

P: Por que razão decidiram construir um site com os trabalhos dos alunos do CEIC?
JP e HG: O site “EducArte”, assim como a Expo Virtual, surgiram como alternativa à exposição física dos trabalhos dos alunos, associando a temática das artes à da tecnologia. Todos os alunos, pais e demais interessados podem, assim, perceber o que é feito, o que de outra forma não seria possível, particularmente neste momento de confinamento.

P: Como definem aquilo que é, para vós, ‘a arte’?
JP: A arte é a capacidade de observar o mundo de uma forma diferente, mas com muito foco e atenção para criar ou recriar, expressando nessa criação ou recriação a nossa própria interpretação da realidade e provocando em nós e nos outros algum tipo de sensação, boa ou má, mas nunca de indiferença.
HG: Para mim, a arte é a procura da “perfeição”, partindo de dentro da alma para o seu mundo exterior, uma forma de comunicar com o outro, com Deus e todo o universo!

P: Que técnicas e materiais de trabalho mais gostam de usar? E preferem a arte em papel ou no mundo digital?
JP: Gosto de trabalhar com técnicas e materiais que me permitem realizar manualmente trabalhos em 3 dimensões. Adoro fazer grandes construções com madeira, cartão, metais, plástico, etc. Prefiro, sem dúvida, a arte executada manualmente com os diferentes materiais, porque gosto do contacto e manuseamento das diferentes ferramentas e das capacidades de motricidade fina inerentes.
HG: Eu adoro misturar diferentes técnicas, riscadores, tintas, colagens, incluindo os recursos digitais 2D e 3D, e busco sempre inovar. Na verdade, a técnica/material que preenche a minha alma por completo são os lápis de cor de aguarela, pois sou capaz de estar horas a pintar, sem me cansar.

…Onofre Varela (pintor, desenhador, caricaturista, ilustrador, jornalista)

Os alunos do 5.ºB, assim como os colegas de outras turmas, tiveram a oportunidade de conversar com o portuense Onofre Varela. Artista multifacetado e já com uma longa carreira profissional…

P: Sempre quis ser pintor? E qual foi o seu primeiro cartoon?
R: Sempre quis fazer algo que estivesse ligado ao desenho e como me davam lápis e papel para estar entretido, em vez de estar a fazer asneiras, o meu primeiro cartoon foi de um professor que tinha na escola, acabando depois por caricaturar outros professores.

P: Por que razão decidiu escrever o livro “Homem na Lua”?
R: Sempre gostei de ficção científica. Depois, parece-me fascinante pensar que o Homem pode sair do planeta Terra e pousar os seus pés na Lua, já no espaço. Esse interesse levou-me a passar as minhas ideias para um livro de Banda Desenhada com textos sobre factos e curiosidades associadas àquele momento histórico.

P: Como foi colaborar com a RTP?
R: Foi a colaboração profissional que mais gostei, pois era reconhecido nas ruas. O meu estúdio era perto de uma escola e, enquanto esperava pelo autocarro, as crianças reconheciam-me e vinham pedir que lhes fizesse um desenho rápido como os que fazia na televisão. E eu fazia! Por isso, gostei muito!

…Helena Pinto (professora de História)

A professora Helena Pinto já ensina História há uns quantos anos. Conversou connosco sobre a vida quotidiana nos séculos XII e XIII e ainda nos respondeu a algumas perguntas mais curiosas!

P: Que importância tem o património na História de um país?
R: O património contribui para a construção das nossas identidades e, por isso, torna-se parte do que somos, do que valorizamos e, também, da nossa relação com os outros. Pode ser interpretado para se compreender o passado e, consequentemente, o presente de um país, a sua História.

P: De entre as tradições culturais portuguesas, qual destacaria? Por que razão?
R: É difícil destacar uma tradição cultural portuguesa, uma vez que muitas das tradições são de âmbito regional e/ou extravasam o que geograficamente corresponde ao território português. Há, por exemplo, tradições musicais, na região do Minho ou em Trás-os-Montes, que se identificam mais com as da Galiza do que com as de Lisboa.

P: Como conseguimos que os mais novos se interessem pelo património e pela história local?
R: Esse interesse só se torna efetivo quando se traduz em envolvimento, o que implica o contacto direto com o património da comunidade em que estão inseridos, e que se sintam responsáveis pela sua preservação e divulgação. A história local é, assim, parte integrante do seu processo de aprendizagem.