CEIC NOTÍCIAS

Jornal do Colégio Externato Imaculada Conceição

Edição n.º 5

abril 2022

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Do outro lado do Mundo

Na Austrália, os dias 24 e 25 de dezembro vivem-se em pleno Verão. Por isso mesmo, a neve que decora as ruas é artificial e as refeições são sobretudo compostas por pratos frios, como fiambre, peru assado, mariscos e saladas. Quanto aos doces, optam por aqueles bem gulosos – bolachas de gengibre, mince pies (empadinhas doces), Christmas pudding (um bolo-pudim feito com frutos secos) ou a famosa pavlova. Apesar do calor, o eggnog (gemada que pode conter uma bebida alcoólica) nunca falta.
No Japão, desde os anos 70 do século passado, a tradição é a de ir jantar, na noite da Consoada, a uma cadeia de restaurantes de fast-food, havendo a necessidade, em alguns locais, de se tratar da reserva com bastante antecedência. Nos últimos anos, é cada vez mais habitual ver luzes de Natal, pinheiros enfeitados ou a figura do Pai Natal espalhados pelas cidades. Os presentes são trocados apenas com amigos.

Um presente especial

Os presentes que os três Reis Magos – Baltazar, Belchior, Gaspar – levaram para o menino Jesus (ouro, mirra e incenso) são, talvez, a razão de hoje em dia oferecermos presentes na noite de 24 para 25 de dezembro.
Por isso mesmo, a oferta de presentes aos nossos familiares e amigos não deverá ser sinónimo de compras, gastos desnecessários, prendas só porque sim.
O presente de Natal deve ser exemplo de solidariedade, fraternidade e partilha. Ou seja, valores que o Menino Jesus desperta no coração humano.
Quando quiserem ser generosos com o outro, pensem sempre com carinho, com responsabilidade e com respeito.

Pinheirinho, Pinheirinho de ramos verdinhos…

A primeira árvore de Natal surgiu na Alemanha, no século XVI, e era decorada pelas famílias com luzes, flores de papel colorido, doces e frutas. Mais tarde, esse costume espalhou-se pela França, Inglaterra, Estados Unidos e, no século XX, já era tradição na maior parte do mundo.
Há quem defenda, contudo, uma origem mais específica: no século XVI, mas quando Martinho Lutero enfeitou uma árvore com velas, no dia de Natal, em sua casa. A sua ideia foi simbolizar o nascimento de Jesus, luz do mundo.
Ainda segundo a tradição alemã, devemos incluir doze enfeites no nosso pinheirinho, de modo a garantir a felicidade: uma casa; um coelho; uma chávena; um pássaro; uma rosa; um cesto de frutas; um peixe; uma pinha; um pai Natal; um cesto de flores; um coração; luz.
Atualmente, encontramos a árvore de Natal em quase todas as casas, sejam famílias cristãs ou não, como elemento decorativo da época natalícia.

Quem foi São Nicolau?

A figura do Pai Natal é inspirada, de alguma forma, em São Nicolau.
Conta a história que, em Myra (hoje, cidade de Demre), na Turquia, havia um senhor, por volta do século IV, que dedicava a sua vida a ajudar os outros, proporcionando-lhes aquilo que não tinham.
As suas ações de caridade dirigiam-se a adultos e crianças. Estas últimas, as mais pobres, eram agraciadas com alimentos, roupa e brinquedos.
Nicolau, o homem, também ficou conhecido como padroeiro dos marinheiros e mercadores, pois numa das suas viagens por mar começou uma violenta tempestade e quando Nicolau decidiu rezar, a tranquilidade voltou.
Por estes e outros milagres, Nicolau foi canonizado pela Igreja Católica.
A sua história de vida permitiu associar-lhe a imagem de um senhor mais velho, sereno e afável. E que é muito simpático para as crianças.

Sobre o azevinho

Uma das tradições natalícias é a utilização de azevinho para decorar a mesa de Natal, as portas das casas, os canteiros comuns, …
O azevinho é um arbusto com folhas verdes e bagas vermelhas. Sabem que pode viver cerca de 300 anos?!
Devido à sua capacidade para resistir ao frio, à chuva e à neve, ao contrário de outras plantas, é considerado um símbolo de imortalidade.
Os cristãos também o associam à proteção. As folhas recordam a coroa de espinhos de Jesus Cristo e a cor das bagas é a representação do Seu sangue.

Rodolfo e o seu nariz vermelho

Era uma vez um conjunto de renas que viviam no abrigo do Pai Natal.
Numa noite de Natal, estava o velhinho de barbas brancas a preparar-se para entregar os presentes, quando a rena bebé (Rodolfo) entrou sem querer e sem o Pai Natal dar conta no grande saco dos presentes.
Acabou por ficar numa das casas visitada e, na manhã seguinte, o menino que vivia na casa foi abrir os presentes e viu a rena. Ficou tão surpreendido que nem contou aos pais.
Quando regressou à escola, para o 2.º período, não podia deixar a rena em casa e, por isso, levou-a consigo sem ninguém ver. Ele não sabia o que fazer com ela… Enquanto pensava, a rena parecia querer brincar com ele e o menino não hesitou. Tiveram um dia espetacular!
Entretanto, o Pai Natal apercebeu-se da fuga da rena bebé. Investigou e percebeu que estava na casa do menino. Este teve de dizer adeus ao Rodolfo. O nariz da rena, logo que viu o menino triste, ficou vermelho e brilhante. Foi nesse momento que o menino percebeu que a rena Rodolfo gostava dele tanto quanto ele gostava dela!