CEIC NOTÍCIAS

Jornal do Colégio Externato Imaculada Conceição

Edição n.º 5

abril 2022

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Cinema sempre a evoluir…

O cinema, aquele espaço onde podemos assistir a um filme num ecrã de grandes dimensões, foi sofrendo modificações ao longo do tempo.
A determinada altura, a tecnologia mais evoluída que o cinematógrafo passou a ser acompanhada por um balde cheio de pipocas e uma bebida gaseificada à escolha (aquela do rótulo vermelho e branco sempre teve muitos adeptos!). Mais tarde, podíamos ver filmes com óculos 3D, acompanhando de perto o movimento das personagens.
Em alguns pontos do país, as salas ganharam cadeiras reclináveis, ideais para uma assistência mais descontraída. Hoje em dia, podemos também comprar os bilhetes na Internet, evitando as longas filas das bilheteiras, sobretudo ao fim de semana.
A nível altamente tecnológico, atualmente está presente em algumas salas de cinema o Dolby Atmos (som 3D), isto é, um sistema sonoro colocado à volta de toda a sala, permitindo um som mais realista e claro e uma quase ‘entrada’ no filme em curso. Noutras salas há um projetor laser (NEC Display Solutions Europe) que permite ver uma imagem com melhor resolução, com cores vibrantes e um aspeto muito apelativo.
Mas mesmo que só houvesse um pequeno quadrado a preto e branco, sem pipocas ou bebidas, muitos de nós continuariam a ir ao cinema. É sempre diferente do ambiente caseiro e isso faz toda a diferença!

Irmãos Lumière

Auguste Lumière, nascido em 1862, e Louis Lumière, nascido em 1864, os irmãos Lumière, foram os inventores do cinematógrafo. Por isso, normalmente diz-se que são os pais do ‘cinema’.
A divulgação de tal invento, com toda a publicidade e entradas pagas, aconteceu em Paris, no “Grand Café”. A sessão principiou com a projeção de “La Sortie de l’usine Lumière à Lyon” e continuou com mais nove filmes.
Em 1896, os dois irmãos levaram o cinematógrafo a várias cidades mundiais, como Bombaim, Londres ou Nova Iorque, e as imagens em movimento, naquela época, transformaram-se numa grande influência para a cultura popular.
Ainda naquele ano, os irmãos Lumière desenvolveram o primeiro processo de fotografia colorida e a placa fotográfica seca. Mais tarde, já no século XX, criaram a fotografia e o cinema em relevo (1935), bem como um sistema que permite que uma bobina de filme desfile por intermitência.
É aos dois que ainda hoje teremos de agradecer por nos ser possível ver filmes e mais filmes nas salas de cinema.

Vamos até Marte?

Marte é o quarto planeta a contar do Sol. É menor e menos denso do que a Terra, apresentando condições ambientais que parecem ser compatíveis com a vida. Por isso, há tanto interesse das agências espaciais mundiais nas características do ‘planeta vermelho’.
A sua atmosfera inclui grandes quantidades de água e a temperatura à superfície pode atingir os 27.ºC, o que é perfeitamente aceitável para os humanos, mas apenas no verão marciano e no período diurno.
 Além disso, a mesma atmosfera é composta essencialmente por dióxido de carbono (95%), azoto (menos de 3%) e árgon, um gás nobre (menos de 2%). Há vestígios de oxigénio, mas nada mais se sabe…
Desde o início do século XXI que se concluiu ser muito provável a existência de grandes quantidade de água no estado sólido, presente nos poros do solo, sobretudo nas latitudes maiores.
A exploração do planeta continua… Que mais descobertas virão a seguir?

Um pouco mais sobre os planetas…

Conta-se que os anéis de Saturno se projetam a uma distância de 280 mil quilómetros da superfície. E que a sua espessura varia entre 10 metros e 1 quilómetro, aproximadamente…

Conta-se que existem muitos tipos diferentes de objetos no sistema solar (planetas, luas, cometas, asteróides, poeiras, …).

Também se diz que os campos de asteróides não são um perigo para as naves espaciais? Estão tão espaçados que dificilmente dariam origem a uma colisão…

E que na lua de Saturno e na lua de Neptuno há vulcões que expelem água em vez de lava.

Além disso, sabe-se que a Terra está a muitos, muitos, muitos milhões de quilómetros de distância do centro da nossa galáxia, a Via Láctea.

Olha a Bola de Berlim!

A Bola de Berlim é um doce de origem alemã (Berlim é a cidade capital da Alemanha) que foi trazido para Portugal aquando da 2.ª Guerra Mundial (1939-1945).
Os refugiados alemães, muitos deles judeus, que fugiram para o nosso país, com o objetivo de depois viajarem para outros locais do mundo em navios transatlânticos, aqui se fixaram durante algum tempo à espera dos papéis necessários para continuarem o seu percurso. Durante esse tempo, tiveram de trabalhar e sustentar as respetivas famílias, por exemplo, em pastelarias e cafés. Foi aí que introduziram um doce típico do seu país, a Bola de Berlim, que começou a ser vendido em Lisboa e no Porto.
Inicialmente, a Bola de Berlim era feita com creme ou marmelada e, mais tarde, foi adaptada, substituindo-se aqueles recheios por doce de ovos, mais comum na pastelaria tipicamente portuguesa.
Pela sua forma redonda e pelo seu tamanho não muito grande, ou seja, ideal para agarrar apenas com uma mão, as Bolas de Berlim começaram a ser vendidas na rua. Depois, chegaram às praias onde ganharam muitos adeptos! Hoje em dia, é um ritual típico do verão, de norte a sul do país, comer uma Bola de Berlim na praia.

O Sol

Aquele sol pelo qual ansiamos nos dias de verão, para podermos aproveitar a praia ou o campo da melhor forma, é muito mais do que um círculo amarelo desenhado no cantinho da folha de papel, a rir.
O Sol é uma grande estrela com cerca de 1,4 milhões de quilómetros de largura e o seu interior preenche-se com gases variados. A superfície desta estrela, por sua vez, divide-se em três regiões: a fotosfera, a camada mais baixa e visível; a cromosfera e a coroa solar. Estas duas últimas camadas também emitem luz que apenas é visível aquando dos eclipses solares, isto é, quando a lua se coloca entre a Terra e o Sol.
A nível simbólico, o Sol traduz a luz, a vitalidade, o conhecimento, o poder, a imortalidade, associando-se a diversos rituais e costumes desde a Antiguidade Clássica. No Oriente, para os chineses, o Sol representava o poder imperial e para os japoneses ainda é um emblema nacional, estando até desenhado na bandeira do país, neste caso em forma de uma bola de fogo que simboliza o Sol nascente.
O Sol é também considerado um símbolo de Jesus Cristo: reflete a esperança, que se associa à ressurreição, e os seus raios podem representar os apóstolos.
E como diz Alice Vieira, “Eu bem vi nascer o Sol”!