CEIC NOTÍCIAS

Jornal do Colégio Externato Imaculada Conceição

 

coming soon

Voltar

… Fátima Pedro (professora de Ciências)

A Professora Fátima Pedro leciona na  Escola Básica da Costa da Caparica, frequentada por alunos dos 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico. Pareceu-nos que as suas opiniões podiam enriquecer essa edição do Jornal. E não é que tínhamos razão?! Ora leiam…

P: A sua disciplina favorita, na escola, era Ciências?
R: Sem dúvida que a minha disciplina favorita era Ciências, logo desde o 2.º Ciclo. As aulas eram muito interessantes, porque eram muito práticas e fazíamos muitas experiências. Eu sempre gostei muito de aprender coisas novas sobre os animais, as plantas, a Natureza, os dinossauros, o Espaço… A minha curiosidade sobre como surgiu o nosso planeta e toda a vida que nele existe sempre foi uma das minhas paixões.

P: Quando decidiste que querias ser Professora de Ciências?
R: A primeira vez que dei aulas ainda andava a estudar na Faculdade de Ciências de Lisboa. Foi durante o 3.º ano que, com outros colegas, resolvemos concorrer para dar aulas. Gostei tanto, que decidi escolher o ramo educacional em vez do ramo científico. Na altura de fazer o estágio, decidi escolher o 2.º Ciclo, não só porque tinha oportunidade de lecionar Matemática e Ciências Naturais, mas também porque gostava muito de ter alunos entre os 9 e os 12 anos.

P: O que mais te fascina na Ciência?
R: Na verdade, tudo me fascina na Ciência. A Ciência permite-nos saber sempre mais, estar atentos ao que nos rodeia e à forma como as coisas mudam, as descobertas permitem melhorar as condições de vida das pessoas sem, no entanto, prejudicar os outros seres vivos (como animais e plantas). E também a possibilidade de investigar sobre a nossa origem e a existência de outras formas de vida, quem sabe, noutros planetas e noutros “mundos”. E agora, mais do que nunca, perceber o que podemos fazer para proteger o nosso próprio planeta.

… André Vieira (veterinário)

O Dr. André Vieira não é de muitas palavras, mas não quis deixar de nos falar um pouco sobre a sua paixão pelos animais. Nesta edição do CEIC Notícias fez todo o sentido ouvir as palavras de alguém cuja profissão ‘são’ os animais.

P: O que o incentivou a ser veterinário?
R: O que me incentivou a ser veterinário foi essencialmente o gostar muito de animais. O ter familiares veterinários também me incentivou. O querer ajudar e tratar está na base da minha escolha.

P: Desde pequeno quis seguir esta profissão? Porquê?
R: Sim, desde muito novo quis seguir Veterinária. Desde muito novo senti que seria a minha vocação. O gosto por animais e querer ajudar foi sempre o que me incentivou. Ver os animais doentes, feridos ou mesmo moribundos levou-me a decidir ser veterinário.

P: Gosta do que faz? Quais as razões que o justificam?
R: Sim, adoro o que faço, nem conseguiria exercer a minha profissão se não houvesse gosto pelo que faço. Ver os animais doentes e conseguir tratá-los e ver as suas melhoras assim como sentir a alegria dos donos faz com que justifique tudo.

… Helena Dias (treinadora de cães)

Helena Dias tem uma paixão antiga por cães e, por isso, não resistiu a ‘tornar-se especialista’ na interação com estes amigos de quatro patas. Agora, como treinadora de cães, pode aliar a faceta mais séria e o seu lado mais descontraído.

P: Por que razão decidiu fazer um curso de treinadora de cães?
R: Decidi fazer o curso de treinadora por duas razões. A primeira tem a ver com a minha paixão por cães: adoro conviver com eles, brincar e, acima de tudo, adoro a inocência deles e o amor que nos transmitem sem pedir nada em troca. A segunda razão tem como fundo o tentar perceber por que razão os cães se comportam de determinadas formas e o curso ajudou-me a perceber, interpretar e mesmo modificar comportamentos destes animais fantásticos.

P: É difícil treinar cães? Por que razões?
R: Não é difícil treinar animais (é difícil treinar os donos!!) quando se faz com amor e com conhecimento profundo sobre os mesmos. É necessário estar calma, focada e acima de tudo gostar muito. Há cães que aprendem muito rápido, outros são mais complicados, pois poderão não estar focados ou podem ter sido negligenciados e apresentam muitos traumas. O treino divide-se normalmente em treino básico (sentar, ficar, deitar, andar ao lado e obedecer ao não) e em treino avançado (o cão já aprende várias coisas mais complicadas ou quando tem traumas e há necessidade de treinar de forma mais intensa para modificar comportamentos).

P: Qual é a raça de cães mais desafiante? E aquela de que mais gosta? Consegue dizer porquê?
R: Não há nenhuma raça mais desafiante, há sim cães mais desafiantes, ou seja, não tem tanto a ver com a raça, mas sim com a forma como o cão foi criado. O sítio onde são criados também é um fator muito importante para o equilíbrio futuro, pois se estiverem em más condições serão animais com problemas físicos e mentais.
A raça de que mais gosto é o Bouvier Bernois. São cães com um comportamento muito equilibrado, muito protetores e dóceis. São chamados os cães de resgate e salvamento, pois são usados para salvar pessoas que eventualmente se tenham pedido na neve ou que estejam feridas. É também uma raça que me é muito próxima, pois tive um cão destes.