CEIC NOTÍCIAS

Jornal do Colégio Externato Imaculada Conceição

Edição n.º 5

abril 2022

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Que maravilha!

 

Num sentido informal, a fundação New7Wonders, da Suíça, criou um ‘concurso’ que permitiu a escolha das 7 maravilhas do Mundo Moderno. Na verdade, das 7 maravilhas do Mundo Antigo só restava a Pirâmide de Gizé.
No ano de 2000, lançou-se a campanha e 200 monumentos estavam a concurso. Pelo telefone e pela internet, mais de 100 milhões de votos foram alcançados e definiram-se as vinte e uma finalistas. Depois, coube à UNESCO estabelecer os sete monumentos vencedores, tendo em conta a sua estrutura, dimensão geográfica, valor artístico e cultural, diversidade e reconhecimento. O resultado final anunciou-se no ano de 2007, em Lisboa.
São, então, as 7 maravilhas do Mundo Moderno: Pirâmide de Chichén Itzá (México), Coliseu de Roma (Itália), Cristo Redentor (Brasil), Grande Muralha da China (China), Machu Picchu (Perú), Petra (Jordânia), Taj Mahal (Índia).

Pelos quatro cantos do Mundo

A vida e as ações daqueles que não são portugueses e se destacam ou destacaram nas mais diversas áreas também mereceu a nossa atenção nesta edição do jornal.
Um bocadinho de História nunca fez mal a ninguém! E como estamos mais próximos dos países da Europa, fomos para outros pontos do globo…

Da Oceânia trazemos música. AC/DC é uma banda de rock (segundo os seus membros), australiana, que em 1973 nasceu pela mão dos irmãos escoceses Malcom e Angus Young. O seu estilo musical pode classificar-se, de acordo com os especialistas, como hard rock ou, até, blues rock. Os AC/DC lançaram o seu primeiro álbum, High Voltage, no ano de 1975. Quatro anos depois gravaram o bem conhecido do público em geral Highway to Hell. O grupo manteve-se o mesmo até 1997, quando o baixista Cliff Williams substituiu Mark Evans.
De África contamos um pouco da vida de um político inigualável. Nelson Mandela cedo se transformou num jovem advogado e assumiu a liderança da resistência não-violenta da juventude. Foi responsável pela refundação do seu país, a África do Sul, como uma sociedade multiétnica, lutando contra a ação racista da população branca que ali se instalou e quis governar. Venceu o Prémio Nobel da Paz, em 1993 e a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o dia 18 de julho como o Dia Internacional Nelson Mandela, valorizando a sua luta pela liberdade, pela justiça e pela democracia.
Da Ásia falamos de paz. E de Gandhi. Nasceu a 2 de outubro de 1869 e cursou Direito. Foi, ainda, um anticolonialista e especialista em política indiana. Tornou-se particularmente conhecido quando liderou a luta de resistência não violenta da União Indiana (atual Índia) contra o Reino Unido. Esta ação bem-sucedida serviu de exemplo para outros movimentos defensores dos direitos civis e da autodeterminação dos povos um pouco por todo o Mundo. O seu dia de nascimento transformou-se num feriado, na Índia, e é internacionalmente reconhecido como o Dia da Não-Violência.
Da América chega-nos o futebol. Maradona nasceu a 30 de outubro de 1960, na Argentina. Aí fez-se jogador de futebol, considerado por muitos especialistas o melhor de todos os tempos. Jogou também em países da Europa, como o Barcelona ou o Sevilha, em Espanha. Considera-se que o Mundial de Futebol de 1986 foi o ponto mais alto da sua carreira, tendo até recebido a alcunha de El Pibe de Oro. No seu país natal foi sempre idolatrado, apesar das controvérsias da sua vida, e ganhou uma igreja construída em sua homenagem. Perdeu a vida no ano passado.

A volta ao mundo em 80 dias…

Se esta edição do CEIC Notícias é sobre o Mundo, numa espécie de volta ao mesmo, lembramo-nos daquele título de um livro “A volta ao mundo em 80 dias” e fomos pesquisar um pouco sobre ele. Eis o que descobrimos.
– Foi escrito por Júlio Verne, um escritor francês e um dos mais traduzidos em todo o mundo.
– Verne nasceu em 1828 e faleceu em 1905, sendo considerado o pai da literatura de ficção científica. Depois do sucesso que teve o seu primeiro livro, “Cinco Semanas em Balão”, dedicou-se em exclusivo à escrita e, ao longo de 40 anos, escreveu mais de sessenta livros.
– Cientistas e exploradores criaram ou encontraram, na realidade, objetos e cenários que Verne descrevera, anteriormente, nos seus livros: o submarino, o escafandro com botija de ar ou as descrições geológicas da Terra.
– “A volta ao mundo em 80 dias” foi lançado em 1873 e teve já adaptações várias para cinema, teatro, desenhos animados, videojogos, entre outros.
– Conta a história de jovem britânico, Phileas Fogg, que aposta com um membro do seu clube a possibilidade de dar a volta ao mundo em oitenta dias. O homem parte acompanhado pelo seu criado, Passepartout, e utiliza todos os meios de transporte possíveis para levar a bom porto a sua aposta. São várias as aventuras, inéditas e surpreendentes, que ambos vão viver…

Olá, Hello

No Mundo, mais de 300 milhões de pessoas têm como língua materna o inglês e cerca de 500 milhões usam-na como segunda língua. É, por isso, uma das mais reconhecidas e valorizadas nacional e internacionalmente, apesar das suas variações locais. Ninguém fica indiferente à diferença de ‘sotaque’ quando ouve um britânico a falar ou um australiano.
Fala-se inglês, de facto como língua oficial, em países como a Austrália, onde grande parte da população é oriunda de outros países; nos Estados Unidos da América, composto por 50 estados distintos; no Parlamento da República da Maurícia, em África; na Nova Zelândia, país que se localiza nos antípodas de Portugal e, ainda, no Reino Unido, onde, em tempos, a língua oficial foi o francês.
Em relação ao português, estima-se que mais de 250 milhões de pessoas, no Mundo, a tenham como língua materna. Desde logo, lembramo-nos do Brasil e também dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), como Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe ou Guiné Equatorial.
Por sua vez, Macau e Timor-Leste, durante vários anos colónias portuguesas na Ásia, são países onde é fácil ouvir falar português. Para eles e para nós, como dizia Fernando Pessoa, ‘a nossa pátria é a língua portuguesa’!

O nosso Mundo

Geograficamente falando, sabemos que o Mundo apresenta continentes e oceanos.
Há a Europa, a Ásia, a África, a Oceânia e a Antártida. Cada um deles com as suas tradições e práticas características, muitas vezes influenciadas pela localização, pelo clima ou pela vegetação local. Os continentes compõem-se de vários países que, por sua vez, também são diferentes uns dos outros. A começar logo pelo nome.
Encontramos, aqui e ali, montanhas, desertos, florestas e outros espaços naturais. Pode chover, fazer muito sol, haver mais ou menos tsunamis. A população pode ser em número muito elevado, como na Índia, ou não muita assim, como no Principado do Mónaco.
Quanto aos oceanos, temos o Atlântico, que banha a costa portuguesa, o Pacífico, o Índico e o Ártico. Aí podem localizar-se ilhas, pedaços de terra rodeados de água por todos os lados, como a Madeira, Santorini ou a ilha do Espírito Santo.
Se quisermos ir à descoberta, temos muito para aprender. De mochila às costas, num barco ou com um bilhete de avião podemos percorrer cidades, cantões ou províncias, visitar igrejas, mesquitas ou sinagogas, dizer ‘bom dia ou bonjour ou good morning ou guten morgen ou…’, comer com as mãos ou cobrir a cabeça num certo local de culto, vestir uma túnica fresquinha ou não tirar o gorro e as luvas, …
Boa viagem! Para já, apenas pela internet, pelos livros e pelos filmes….

Para ver, comer e chorar por mais…

Por que não pensar no Mundo em forma de monumentos e alimentos?!
Por entre pesquisas e mais pesquisas, o Pedro (6.ºA) e o Martim (5.ºB) descobriram alguns pontos turísticos de interesse e, também, um ou outro prato que pode aconchegar o estômago.

A Torre de Pisa, também conhecida como Torre pendente di Pisa, é um monumento que embora esteja, agora, na diagonal, devido ao seu peso, inicialmente estava na vertical.
E por falar em Itália, nada melhor do que uma bela pizza com um bom queijo derretido e a escorrer por entre os dedos, o típico risotto alla milanese, à base de açafrão, o ossobuco, músculo da perna traseira do boi, originário da Lombardia, ou a sobremesa do mascarpone e dos biscoitos champanhe, o tiramisú.
A Estátua da Liberdade, na verdade Liberdade Iluminando o Mundo, é uma escultura neoclássica presente nos Estados Unidos da América. É de cobre e foi projetada pelo escultor francês Frédéric Auguste Bartholdi, tendo sido construída por Gustave Eiffel. Algumas vezes, é uma imagem utilizada para caricaturar situações vividas naquele país do mundo.
Para comer, logo nos vem à ideia o típico hambúrguer, as duas fatias de pão recheadas com carne e com uma variedade de molhos quase infinita, o steak (bife) mal ou bem passado acompanhado por puré de batata e vegetais ou, para a sobremesa, a famosa apple pie, para nós, tarte de maçã.
A Tokyo Sky Tree ou New TokyoTower é uma torre de radiodifusão, particularmente conhecida no Japão. Inicialmente, o projeto apontava para 610 metros de altura, mas acabou alterado e, no final, contaram-se 634 metros de altura. É, assim, a mais alta estrutura do Japão e a segunda maior do mundo, sendo apenas ultrapassada por um arranha-céus nos Emirados Árabes Unidos.
O sushi, aquele arroz misturado com peixe cru, é, sem dúvida, o prato japonês que mais conhecemos, mas há mais. Por exemplo, a tempura, os vegetais envolvidos num polme de farinha e fritos em óleo (na verdade, uma técnica levada pelos portugueses para terras orientais) ou o Yakisoba, uma massa frita com pedaços de carne, vegetais e molho shoyu.