CEIC NOTÍCIAS

Jornal do Colégio Externato Imaculada Conceição

Edição n.º 5

abril 2022

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Ano do Tigre

O ano de 2022 é, para os chineses, o Ano do Tigre.
Segundo a tradição local, o tigre é entendido como o rei dos animais e surge associado a uma simbologia própria. É uma marca de poder, coragem, confiança, força e liderança. Além disso, aquele animal permite afastar os maus agouros.
O Ano do Tigre também pode ser associado à vitalidade e à força, de acordo com a mitologia chinesa. Mais ainda, há quem o encare como um ano fundamental para o fim da pandemia. Será?!

De volta a casa

No mês de janeiro de 2022, dez animais selvagens foram devolvidos à natureza, voluntariamente, pelos circos, de acordo com o Ministério do Ambiente e da Ação Climática.
No total, regressaram ao seu habitat natural três crocodilos, quatro cobras, dois tigres e um leão, através de ação conjunta organizada pelo Ministério e pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.
Esta foi mais uma intervenção acontecida de acordo com a lógica de reforço da proteção dos animais detidos e utilizados em circos, segundo a lei portuguesa.
De acordo com a legislação em vigor, o fim da utilização de animais selvagens pelos circos deve acontecer até 2025.

Onde anda a chuva?

Em Portugal, são vários os criadores de gado que estão muito preocupados com a falta de chuva. Por exemplo, na região de Nisa, o porco alentejano consome uma ração que tem um alto consumo de água e o restante da sua alimentação também depende muito do que o campo fornece. Em média, os criadores deste animal podem usar cerca de 20 mil litros de água por dia.
Mais a sul, no Algarve, a falta de humidade nos solos dificulta a existência de uma pastagem em condições para o gado. De acordo com os dados oficiais, 40% daquele território está em situação de seca severa e, por isso, torna-se necessário recorrer a reservas de água para alimentar os animais.
No geral, no país, a vegetação espontânea e semeada é muito menor do que o habitual nesta época do ano e os cereais apareceram muito antes do tempo ou nem se desenvolvem.
Por sua vez, a utilização de água dos aquíferos ou barragens não é fácil, uma vez que esses reservatórios apresentam níveis de água muito abaixo do expectável.

Animais a perder de vista…

Nunca é de mais noticiar a importância de proteger os animais dos perigos da extinção. Por exemplo, podem criar-se mais áreas protegidas, não só para animais terrestres, mas também para aquáticos e aéreos.
Além disso, ter em atenção a poluição das águas é fundamental, e diminuir a emissão de gases indesejados para o ar ajuda bastante à sobrevivência das aves.
São também as ações humanas que têm permitido salvar, através de medidas de proteção, animais que estão em perigo de desaparecimento total.

A lista seguinte apresenta-nos um panorama da situação:

Animais já extintos: dodó, sapo dourado, pombo viajeiro, por exemplo.
Animais em perigo de extinção: borboleta monarca, tartaruga de couro, por exemplo.
Animais salvos a tempo: panda gigante, lobo-marinho, lince ibérico, por exemplo.

Que rapidez!

No geral, os animais são capazes de se deslocar no seu meio ambiente para procurarem alimento, um local mais confortável para viver ou, até, para fugirem dos predadores ou dos fenómenos naturais mais difíceis.
A locomoção pode ocorrer no ar, no solo ou na água, tendo os animais órgãos específicos para tal, como asas, patas ou barbatanas.
Apesar de tudo, há animais que se destacam dos restantes pela sua rapidez na deslocação: no ar, o falcão-peregrino voa a 320 km/hora; a nível terrestre, a chita é a vencedora ao alcançar os 105 km/hora e na água, o peixe-vela ultrapassa todos os outros nadando a 110 km/hora.
Haja rapidez e agilidade. Nem de carro os apanhamos!

Amigos Picudos

Na Maia existe um centro que reabilita ouriços para os devolver à vida selvagem, sendo o único na Península Ibérica.
Essa associação para a preservação e proteção dos ouriços chama-se Amigos Picudos. A mesma encoraja e dá conselhos ao público sobre como tratar os ouriços, especialmente quando magoados, doentes, órfãos ou em qualquer outra situação de perigo.
Além disso, dá a conhecer a situação da espécie e incentiva o respeito por estes animais.
Também o Coro dos Pequenos Cantores da Maia se junta a esta iniciativa de apoio aos ouriços-cacheiros e tem cantado uma música dedicada àqueles animais. Aqui ficam alguns versos: “Amigos Picudos / Não fiquem sisudos / Mostrem um sorriso, / Para vos salvar / Nós vamos buscar / O que for preciso. / A tua proteção / É a nossa missão / E do teu bem-estar / Vamos todos tratar…”.