CEIC NOTÍCIAS

Jornal do Colégio Externato Imaculada Conceição

Edição n.º 5

abril 2022

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Ana Isabel Moreira (professora de HGP)

Decidimos entrevistar a nossa ‘querida’ professora de História e Geografia de Portugal.
Leiam o que ficamos a saber sobre ela e sobre os seus interesses históricos.

P: Gostaria de fazer parte de uma comunidade agropastoril ou de uma recoletora?
R: Eu sou uma ‘menina da cidade’, por isso seria difícil fazer parte tanto de uma comunidade, como de outra. Ainda assim, escolho os agropastoris, pois já tinham um pouco mais de condições, como alimentos cultivados ou roupas tecidas no tear.

P: Gostaria de conhecer os Romanos?
R: Sim, creio que gostaria de conhecer todos os povos que, em tempos, passaram pela Península Ibérica. Era uma forma de adquirir outros saberes e perceber, neste caso, o que era isso de ‘ser Romano’.

P: Preferia fazer parte dos Gregos, Fenícios ou dos Cartagineses?
R: Talvez dos Gregos. Vieram de um lugar muito bonito e encantador, a Grécia, onde, por exemplo, ‘nasceu’ a Democracia. Além disso, culturalmente têm elementos muito interessantes, desde a época Clássica: a arte, a mitologia, a literatura, …

Ana Rua (médica)

Ana Rua é médica de família na USF de Freamunde, em Paços de Ferreira. Além disso, é mãe de duas alunas do CEIC: a Mariana Neves (do 5.º ano) e a Beatriz Neves (do 3.º ano).
Aceitou conversar connosco sobre esta sua experiência inédita: ser médica em tempos de pandemia.

P: Como é trabalhar, agora, com a Covid-19?
R: Trabalhar com a COVID é um desafio diário. Temos de estar muito protegidos e de ajudar os doentes a protegerem-se também. Além disso, o uso da máscara limita a comunicação não verbal com o doente e isso torna-se prejudicial para o médico, que tem muitas vezes de “imaginar” as emoções do doente.

P: O que fazem quando um doente está infetado?
R: Em primeiro lugar, informamos que o doente deve estar isolado numa divisão da casa, sem contacto com os outros co-habitantes e deverá manter uma boa alimentação, hidratação e pensamento positivo. Também informamos que deverá estar atento a sinais mais graves ou a agravamento de sintomas, como a febre que não passa, a tosse constante e a falta de ar. Depois, é importante identificar as pessoas com quem o infetado esteve, sem proteção da máscara, durante mais de 15 minutos e a menos de 2 metros nos dois dias antes do início dos sintomas. Esses contactos deverão ficar em isolamento profilático durante 14 dias. Ao final de 10 dias, se já estiver melhor e sem sintomas, o doente terá alta.

Elsa Almeida (escritora)

Aproveitamos as sessões online com a escritora Elsa Almeida para lhe fazer esta entrevista.
Gostamos tanto de ouvir ler as suas histórias que decidimos conhecê-la um pouco melhor.

P: Que profissão sonhava ter quando ainda era pequena?
R: Quando era pequenina, admirava muito os meus professores e, por isso, sonhava fazer o que eles faziam: ajudar Meninos a crescer. Mas… eu adorava jogar à bola! Então… de certa forma, também desejava, um dia, ser jogadora de futebol!

P: Qual é/Quais são a(s) fontes(s) de inspiração para escrever as suas histórias?
R: As estórias que escrevo nascem de histórias reais. Ou então… do modo como eu leio a vida e as pessoas, que são a maior maravilha do mundo! Viver encanta-me e as pessoas – uma a uma – são inspiradoras!

P: Dos livros que já escreveu, qual é o seu favorito? Por que razão?
R: Das estórias que já escrevi… a que mais me apaixona é “Um coração XXL”. Porque essa estória nasceu da história mais bonita que me foi dada a testemunhar: a história da minha Avó materna e das pessoas que a habitavam, fazendo o seu coração crescer tanto que, um dia, já não cabia dentro do corpo. Além disso, encanta-me ver o que essa estória faz àqueles que a leem!

Joana Pinto (investigadora)

Com 25 anos, Joana Pinto já faz trabalho de ‘cientista’ na área das Ciências Biomédicas, especificamente sobre oncologia molecular e patologia viral.
Que perguntas lhe fizemos? E que respostas conseguimos?

P: Por que razão decidiu ser investigadora/cientista?
R: Sempre gostei de experiências, descobertas e, acima de tudo, bons desafios. Ser investigadora é expandir os limites do conhecimento humano. Isso significa que, no laboratório, posso encontrar soluções para o tratamento e melhoria da qualidade de vida da população em geral.

P: Gosta de ‘fazer ciência’? Como se sente nessa atividade?
R: Sim. Fazer ciência é contribuir para avanços na medicina e na tecnologia, é evoluir. Cada estudo adiciona uma pequena peça ao grande puzzle. No final, é muito gratificante saber que ajudamos a resolver esse puzzle. Infelizmente, em Portugal, ser investigador (na área da saúde) é uma luta constante. A profissão é desvalorizada e as oportunidades são escassas.

P: Ciências era a disciplina de que mais gostava na escola? Porquê?
R:Ciências era a disciplina de que mais gostava. Gostava muito das experiências em laboratório, de observar na prática tudo o que os professores ensinavam nas aulas.