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Jornal do Colégio Externato Imaculada Conceição

 

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… Professora Ana Maria (Religião)

Para sabermos um pouco mais sobre a Ressurreição de Jesus, decidimos colocar algumas perguntas à nossa professora de Religião, Ana Maria.
As suas explicações são realmente muito interessantes e esclarecedoras, como podem ler a seguir.

P: Como é que Jesus ressuscitou?
R: Como diz nas escrituras, o filho de Deus ressuscitará ao 3.º dia. Jesus viveu como nós, morreu, foi sepultado e ressuscitou, pois é o Filho de Deus (feito Homem).

P: Quando Jesus ressuscitou, o que fez?
R: Num domingo, a mãe e as amigas foram ver Jesus no túmulo, mas quando lá chegaram perceberam que Ele não estava lá. Correram a avisar os apóstolos e depois Jesus apareceu-lhes quando estavam reunidos.

P: O nome ‘Páscoa’ tem algo a ver com tudo isto?
R: Sim, Páscoa quer dizer passagem da morte para a vida eterna.

Símbolos da Páscoa

São símbolos da Páscoa: o cordeiro, os ramos de palmeira, os sinos, o pão e o vinho, o círio pascal, as velas.

Sabiam que…

Há, no meio do Oceano Pacífico uma ilha chamada “Ilha de Páscoa”. É uma província do Chile.
O seu nome está relacionado com o facto de os exploradores europeus, neste caso um holandês, lá terem chegado, pela primeira vez, em 1722, no Domingo de Páscoa!

… Padre Francisco Carreira (V.N. Famalicão)

O Padre Francisco Carreira nasceu na Póvoa de Varzim e é sacerdote desde 2004. Em 2007, mudou-se para Vila Nova de Famalicão, onde é o pároco de Santo Adrião e de São Martinho de Brufe. Fala-nos um pouco sobre a Páscoa, também na região das suas paróquias.

P: O que costuma acontecer, no local onde vive, durante a Quaresma?
R: A Quaresma é um tempo especial. São quarenta dias de preparação para a grande festa da Páscoa.
Não se trata tanto de uma preparação exterior, mas antes do cuidar do nosso coração, do nosso ser. Por isso, a Quaresma apresenta-nos três atitudes: rezar, jejuar e partilhar (esmola). Estas atitudes são praticadas de forma pessoal, mas conduzem-nos sempre para o outro: rezar a Deus; jejuar para que possa partilhar com os outros o alimento ou outras necessidades; e a esmola para dar um pouco do fruto do meu trabalho para quem mais precisa.
Na Quaresma, temos alguns exercícios espirituais como a Via sacra, as procissões do Senhor dos Passos, entre outras atividades culturais, como concertos, ciclos de cinema, exposições de fotografia, pintura ou arte sacra. Tudo à volta do tema da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.

P: O que é a Páscoa?
R: A Páscoa é a Festa de todas as festas dos cristãos. É a maior e mais bela. A Páscoa dura cinquenta dias. Ela testemunha que Jesus Cristo ressuscitou verdadeiramente. Com a ressurreição de Jesus, nós acreditamos que não morremos mais. Ele derrotou a morte. Quem venceu foi o Amor de Deus. A ressurreição é a passagem da morte à vida, da escravidão à liberdade.

P: Como se celebra, na sua paróquia, este período da Páscoa?
R: Nas minhas paróquias, a Páscoa celebra-se com grande alegria e entusiasmo. Tudo começa com a Quaresma. Quarenta dias de preparação, até ao Tríduo Pascal. No Tríduo Pascal (Quinta, Sexta e Sábado Santo), nós celebramos a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Sendo a Vigília Pascal, no sábado santo à noite, a grande celebração da ressurreição de Jesus. É a maior de todas as celebrações. Começa com uma fogueira, onde se benze o lume novo que vai acender o Círio Pascal. Este Círio simboliza Cristo Ressuscitado. Há muita alegria nesta celebração: tocam-se os sinos, as músicas são todas festivas… No Domingo, pela manhã, sai o Compasso. Isto é, os cristãos vão anunciar de casa em casa que Jesus ressuscitou, está vivo. É a visita pascal. É também um grande momento de festa e de alegria. As famílias abrem as suas casas. Vestem-se de festa. A mesa está posta com muitas doçarias e flores. A Páscoa é, de facto, um dia muito festivo, cheio de cor e de alegria.

… Ana Maria (catequista)

A Ana Maria é catequista de alguns dos alunos do 5.º ano. Já a conhecemos há alguns anos e, por isso, pareceu-nos interessante colocar-lhe algumas questões sobre esta época do ano tão importante para os cristãos. Leiam as suas palavras cheias de sentido…

P: O que lhe parece que é mais importante na Quaresma?
R: Cada um fazer a sua conversão.

P: Cumpre alguma privação durante a Quaresma?
R: Sim, tento não comer alimentos que gosto e emendar algo que acho que esteja mal em mim.

P: Como explicaria o que é a Páscoa a uma criança da nossa idade?
R: É um Mistério que dá sentido à nossa vida, acreditando na ressurreição.

Saber mais sobre o Compasso Pascal

O Compasso Pascal é, naturalmente, uma tradição cristã.
Constitui-se como um pequeno grupo de paroquianos ou mordomos, com ou sem o seu pároco, liderados por um crucifixo que representa a presença de Jesus vivo, ressuscitado. Percorre várias casas de outros paroquianos que manifestem a sua vontade de receber a visita de Jesus Ressuscitado, no Domingo de Páscoa.
Em cada uma das casas, após uma bênção inicial, os habitantes beijam a cruz de Cristo como demonstração de adoração. (este ano, ainda devido à pandemia, este ato está suspenso)
A esta tradição associaram-se, ao longo do tempo, diferentes formas de receber a visita, por exemplo, com a oferta de alimentos típicos da época ou apenas uns minutos de repouso para o grupo.
No dia 17 de abril, estejam atentos ao som do sino, na vossa rua, sinal de que o Compasso está a passar e pode ser por vós recebido.

Desde quando é mentira…

Há várias explicações para a origem do Dia das Mentiras, contudo a mais conhecida provém do século XVI, em França, após a mudança do calendário. Até então utilizava-se, na Europa, o calendário juliano que iniciava o ano de acordo com o equinócio da Primavera, ou seja, entre os dias 20 e 21 de março. Essa data era arrastada até ao dia 1 de abril, oficializando-se aí o começo do ano.
Em 1564, depois da substituição para o calendário gregoriano, o rei francês determinou que o ano novo seria comemorado a 1 de janeiro. Mas, alguns franceses que não concordaram com a mudança, decidiram continuar a seguir o calendário antigo e comemorar a passagem de ano no mesmo dia 1 de abril.
As pessoas mais divertidas e que não percebiam a teimosia passaram a oferecer presentes estranhos no dia 1 de abril e a anunciar festas comemorativas que, afinal, eram mentira. A partir daí, tudo o que é dito naquele primeiro dia do mês quatro deixa toda a gente desconfiada…

De olhos vermelhos e pêlo branquinho…

A tradição do coelho que entrega ovos de chocolate, na Páscoa, foi levada da Alemanha para os Estados Unidos, por volta do século XVIII.
O coelho da Páscoa é uma criatura mística, que não existe realmente, mas que faz da parte das estórias que se contam.
No Antigo Egito, o coelho era símbolo do nascimento e da nova vida, o que, de alguma forma, se pode ligar à ressurreição de Cristo. Já alguns povos da Antiguidade Clássica olhavam para aquele animal como símbolo da Lua, que determina a data da Páscoa.
Sabe-se, ainda, de uma outra lenda que diz que uma senhora muito pobre, para alegrar os seus filhos pela altura da Páscoa, pintou uns ovos de galinha e escondeu-os para os mais pequenos os descobrirem. Quando as crianças encontraram os ovos, um coelho passou a correr e, por isso, começou a circular a ideia de que tinha sido o coelho, e não a mãe, a deixar ali os ovos como presente.
Será que algum dia se saberá toda a verdade sobre este assunto? Até lá, vamos à caça dos ovos… de chocolate!

Onde está o meu ovo da Páscoa?

Foi no século XVIII que os pasteleiros franceses, por altura da Páscoa, decidiram fabricar ovos de chocolate e colocar doces no seu interior.
A partir dos ovos de galinha, habituais, retiravam a gema e a clara e aproveitavam a casca para dar o formato certo ao doce. Os ovos de chocolate eram envolvidos em papéis coloridos, pintados de forma criativa.
A certa altura, os pais começaram a optar por uma brincadeira nesta época do ano: esconder os ovos de chocolate pela casa ou pelo jardim para os mais novos descobrirem o seu doce presente.