Ana Rua é médica de família na USF de Freamunde, em Paços de Ferreira. Além disso, é mãe de duas alunas do CEIC: a Mariana Neves (do 5.º ano) e a Beatriz Neves (do 3.º ano).
Aceitou conversar connosco sobre esta sua experiência inédita: ser médica em tempos de pandemia.

P: Como é trabalhar, agora, com a Covid-19?
R: Trabalhar com a COVID é um desafio diário. Temos de estar muito protegidos e de ajudar os doentes a protegerem-se também. Além disso, o uso da máscara limita a comunicação não verbal com o doente e isso torna-se prejudicial para o médico, que tem muitas vezes de “imaginar” as emoções do doente.

P: O que fazem quando um doente está infetado?
R: Em primeiro lugar, informamos que o doente deve estar isolado numa divisão da casa, sem contacto com os outros co-habitantes e deverá manter uma boa alimentação, hidratação e pensamento positivo. Também informamos que deverá estar atento a sinais mais graves ou a agravamento de sintomas, como a febre que não passa, a tosse constante e a falta de ar. Depois, é importante identificar as pessoas com quem o infetado esteve, sem proteção da máscara, durante mais de 15 minutos e a menos de 2 metros nos dois dias antes do início dos sintomas. Esses contactos deverão ficar em isolamento profilático durante 14 dias. Ao final de 10 dias, se já estiver melhor e sem sintomas, o doente terá alta.